Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa.
Muito lúcido.
Poucos momentos na vida vivi a emoção de ontem a noite. Ver de perto um ídolo de uma vida inteira é uma sensação única. Ainda mais intenso do que ouvir 100 mil pessoas cantando com o Red Hot Chilli Peppers no Rock in Rio ano passado foi ver o TCA lotado se rendendo, como eu, ao azul dos olhos de Chico Buarque no show de ontem, da turnê “Chico”, título do seu mais recente álbum.
Ouço Chico desde que me entendo por gente e nos últimos tempos tenho ouvido seu trabalho mais recente quase diariamente. Sua voz doce e rouca faz parte da minha história.
Ainda estava me questionando se tinha feito bem em pagar tudo aquilo num ingresso quando cheguei ao teatro. Coração na boca, borboletas no estômago. Ansiosa, não encontrava posição na cadeira que me foi incubida, infelizmente mais longe do que eu gostaria.
Assim que a orquestra toca o 1º acorde de “O Velho Franscisco” e Chico entra no palco, as dúvidas somem. Não consigo mais me mexer, tamanha emoção. Ele canta “aqui é meu lugar, eu vim” e eu tenho a mesma certeza.
Quando começa o repertório novo, com “Querido diário” e “Robato”, sou só sorrisos. Chico intercala antiga canções com as mais novas, fazendo seu público viajar no tempo. Não alterou a melhor sequência do cd, com as minhas preferidas, Essa Pequena/Tipo um Baião/Se eu soubesse, que me fez delirar, e completando com Sem você 2 apenas no violão e contrabaixo, foco de luz somente nele, introspectivo. Ao final desta, o silêncio era sepulcral no teatro, todos embriagados com sua solidão. Fiquei até tímida para aplaudir e quebrar aquele silêncio sagrado.
Alguns dos inúmeros momentos marcantes jamais sairão da minha memória, como as vozes femininas em coro na sequência O meu Amor/Teresinha, sem dúvida o que mais me emocionou. Vi ali o Chico sedutor que tanto fantasiei, o charmoso conquistador que tanto cantou da alma feminina. Arrepios também em Bastidores, quando aquela timidez deu lugar ao artista mais que nunca e, como bem disse minha amiga Milaine, a música fluía com uma naturalidade impressionante. Muitas saudade em Geni e o Zepelim, música que ouvi pela 1ª vez cantada pelo meu Dindo, outro fã de Chico. A iluminação nessa é um espetáculo à parte.
Chico fecha o show com Sinhá e eu saio correndo pra perto do palco, na esperança de vê-lo mais de perto. Ele volta para o bis e destrói meu coração com Futuros Amantes. Sorri ao cantar e seus olhos reluzem - como são lindos, meu Deus! Cada ruga pra mim não tira sua beleza, complementa-a como sinal de sabedoria adquirida nos mais de 70 anos de malandragem.
Saí do teatro em êxtase, mas só hoje, após digerir tudo o que aconteceu percebo o quanto foi importante. Ao ouvir o novo cd hoje, finalmente as lágrimas, que ficaram presas ontem no meio de tanta emoção misturada no peito, brotaram. E ao passar em frente ao TCA e lembrar de sua luz azul ontem a noite, sorri feliz.
Chico, você é lindo.
Será que é hoje que eu vou conseguir sensualizar Chico? (Publicado com o Instagram)
Engenheiros do Hawaii. (via sociedadedospoetasmortos)
Ouvi hoje… Faz sentido em qualquer dia.
(Source: chamando192, via hearttilly)
Hoje o dia será mais florido… (Publicado com o Instagram)
Porque hoje é dia do beijo…
Tôelho! :D
Feliz Páscoa! (Publicado com o Instagram)
João 20 - Ele ressucitou, Aleluia! (Publicado com o Instagram)
Trip! (Publicado com o Instagram)